Resposta rápida
O tratamento para saúde mental atende quem vive depressão, ansiedade grave ou outro sofrimento psíquico junto com o uso de álcool ou drogas. A equipe trata as duas condições ao mesmo tempo e indica internação apenas quando o cuidado fora dela deixou de bastar.
| Investimento | Avaliação gratuita; particular ou convênio Bradesco |
|---|---|
| Prazo | Definida pela equipe depois da avaliação |
| Para quem | Depressão ou ansiedade com uso de álcool ou drogas |
| Em risco de vida | CVV 188 e SAMU 192 |
| Onde | Sede em São Paulo e unidades filiadas |
O tratamento para saúde mental da Clínica Anjos da Vida atende o familiar que vive depressão, ansiedade grave ou outro sofrimento psíquico junto com o uso de álcool ou drogas. A equipe multidisciplinar trata as duas condições ao mesmo tempo, começa por uma avaliação gratuita e indica internação apenas quando o cuidado fora dela deixou de bastar.

O que fazer se o seu familiar corre risco de vida agora?
Se o seu familiar fala em se matar, se machucou ou está fora de si, ligue 192 para o SAMU ou leve-o ao pronto-socorro mais próximo antes de qualquer outra decisão. A escolha do tratamento vem depois, com ele em segurança.
A sequência abaixo organiza a primeira hora da crise, quando a família costuma travar entre o medo e a pressa:
- Chame o SAMU pelo 192 ou vá ao pronto-socorro quando houver ferimento, tentativa ou ameaça concreta;
- Não deixe o familiar sozinho e afaste do alcance dele medicamentos acumulados, bebida e objetos que possam ser usados para se ferir;
- Ligue para o CVV no 188 se você ou ele precisarem conversar com alguém enquanto a ajuda chega;
- Com o familiar estável, a avaliação gratuita define o tratamento.
O atendimento do CVV pelo telefone 188 funciona de graça, 24 horas por dia, em todo o território nacional, com voluntários treinados e sigilo sobre tudo o que é dito. O serviço também atende por chat e por e-mail, o que ajuda quando o familiar não consegue falar.
Na rede pública, o Ministério da Saúde informa que pessoas em situação de crise podem ser atendidas em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial do SUS, e que o atendimento em CAPS pode começar por procura direta, sem encaminhamento. Para a família, isso quer dizer que proteger quem está em risco nunca depende de vaga em clínica particular.
No atendimento às famílias em crise, a orientação que damos primeiro é sempre a mesma: segurança antes de escolha. Comparar clínicas pelo telefone enquanto o familiar está sozinho em casa é o tempo que a família não recupera depois.
Como funciona o tratamento para saúde mental na clínica?
O tratamento começa com uma avaliação gratuita, segue com o plano definido pela equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos e terapeutas trabalhando no mesmo caso) e combina acompanhamento médico, terapia e rotina de cuidado. A internação entra quando o quadro pede um ambiente protegido.
Como começa o atendimento?
O primeiro contato costuma ser da família. Nessa conversa, a equipe ouve o que está acontecendo em casa, pergunta sobre uso de álcool ou drogas, medicamentos em uso e episódios de risco, e orienta o passo seguinte sem custo.
Leve para a avaliação o que você já tem em mãos, como receitas, laudos anteriores, nomes de medicamentos e datas das últimas crises. Esses registros encurtam o caminho até o plano de tratamento e evitam que o familiar repita toda a história do zero.
O que acontece durante o tratamento?
Durante o tratamento, a equipe cuida da desintoxicação quando há uso de substância, do acompanhamento terapêutico e das atividades de bem-estar, ajustando o plano conforme a resposta do paciente em cada fase.
A combinação tem base na literatura médica. O Manual MSD sobre o tratamento das doenças mentais registra que, para problemas de saúde mental importantes, medicamento e psicoterapia juntos costumam ser mais eficazes do que cada método isolado. Por isso o plano do seu familiar junta as duas frentes desde o início.
A família faz parte do tratamento. A equipe orienta você a reconhecer os sinais de piora e a preparar a casa para a volta do familiar, que é a fase em que esse preparo mais pesa [a confirmar: rotina de visitas e encontros de família].
Quanto tempo dura o tratamento?
O programa da clínica é organizado em cerca de 6 meses, em 3 etapas de 2 meses [a confirmar], e a duração real de cada caso é definida na avaliação e revista ao longo do tratamento, conforme a evolução do familiar.
Por que tratar a saúde mental junto com o álcool e as drogas?
Depressão, ansiedade e uso de substância costumam aparecer juntos, e tratar os dois quadros ao mesmo tempo leva a resultados melhores do que tratá-los separadamente. Quando a família cuida de um e deixa o outro de lado, o quadro sem cuidado tende a puxar o familiar de volta.
Segundo o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos, 35% dos adultos com outro transtorno mental também têm transtorno por uso de substância, pela pesquisa nacional de 2023. O mesmo instituto afirma que o tratamento integrado dos dois quadros leva a melhores resultados de saúde.
Na prática, se o seu filho bebe para conseguir dormir ou usa droga para aguentar a tristeza, tratar apenas a bebida deixa a tristeza sem cuidado, e tratar apenas a tristeza deixa a substância atrapalhando o efeito dos remédios.
É por isso que o tratamento para dependentes químicos com depressão segue um plano único, em que a mesma equipe acompanha o humor e o uso de substância, em vez de duas frentes que não conversam entre si.
Como saber se é depressão ou efeito da droga?
A família não precisa fazer essa distinção sozinha. Os sintomas se sobrepõem, e é a avaliação médica, feita com o familiar já afastado da substância, que separa o que é quadro psiquiátrico do que é efeito do uso.
Um registro simples ajuda muito nessa avaliação. Anote, por duas semanas, os dias em que o familiar bebeu ou usou e os dias de maior tristeza, irritação ou isolamento. O registro não diagnostica nada, mas mostra à equipe como as duas coisas se ligam na rotina dele.
E quando o álcool é a substância principal?
Quando a bebida está no centro do problema, o tratamento para alcoolismo com depressão associada segue a mesma lógica de plano único, com um cuidado a mais: parar de beber de uma vez pede acompanhamento médico, porque o corpo reage à falta do álcool e essa fase não deve ser atravessada sozinho em casa.
Quando o tratamento para saúde mental precisa de internação?
A internação é indicada quando o cuidado fora dela deixou de proteger o familiar, por risco à vida, crise que não cede ou uso de substância que impede qualquer tratamento em casa. A Lei 10.216/2001, no artigo 4º, determina que a internação seja indicada apenas quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, sempre com laudo médico que explique os motivos.
Quais sinais indicam que chegou a hora?
Nenhum sinal isolado decide a internação, porque quem avalia é a equipe médica. Os pontos abaixo são os que mais pesam nessa conversa com a família:
- Falas repetidas sobre morrer ou planos de se ferir, mesmo depois do atendimento de emergência;
- Recusa de comer, dormir ou tomar a medicação por vários dias seguidos;
- Uso de álcool ou drogas que continua apesar do tratamento feito fora da internação;
- Agressividade ou comportamento que coloca o familiar ou a casa em risco;
- Tratamentos ambulatoriais já tentados sem melhora do quadro.
A família pode internar sem o consentimento do familiar?
Sim, pela internação involuntária, prevista na Lei 10.216/2001. É a internação que acontece sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar, autorizada por médico registrado no CRM do estado e comunicada ao Ministério Público estadual em até 72 horas.
Quando há dependência de álcool ou drogas, a Lei 13.840/2019, que alterou a Lei 11.343/2006, acrescenta que essa internação dura apenas o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias, e que a família pode pedir ao médico a interrupção do tratamento a qualquer momento.
| Tipo de internação | Quem pede | O que a lei exige |
|---|---|---|
| Voluntária | O próprio paciente, que aceita se tratar | Laudo médico e declaração assinada pelo paciente na admissão (artigos 6º e 7º) |
| Involuntária | Um familiar ou o responsável legal, quando o paciente não aceita | Laudo médico, autorização de médico com CRM do estado e comunicação ao Ministério Público em até 72 horas (artigos 6º e 8º) |
| Compulsória | A Justiça, em geral a pedido do Ministério Público | Decisão do juiz competente, que considera a segurança do paciente e do estabelecimento (artigo 9º) |
Na nossa equipe, a internação involuntária sempre começa pela avaliação e pelo laudo médico [a confirmar: enquadramento regulatório da clínica, ver Anvisa]. O que reunir e como cada etapa da internação para dependentes químicos em crise acontece é explicado à família antes de qualquer decisão.
A lei protege os dois lados. A exigência de laudo e a comunicação ao Ministério Público existem para que a família possa agir sem medo de estar fazendo algo ilegal, e para que o familiar tenha os direitos preservados do primeiro ao último dia de internação.
A família pode levar o familiar à força?
Não. A família não deve imobilizar nem transportar o familiar contra a vontade dele por conta própria, e remoção ou “resgate” feito sem avaliação médica é irregular. Em risco imediato, o caminho é o SAMU (192); fora da emergência, o caminho legal passa sempre por um médico.
Desconfie de quem oferece buscar o seu familiar em casa sem que um médico o tenha avaliado antes. Esse atalho expõe o familiar a violência e deixa a família sem a proteção que a lei oferece a quem segue o caminho correto.
Quem a clínica atende no tratamento de saúde mental?
Recebemos famílias de todo o Brasil cujo familiar vive sofrimento psíquico associado ao uso de álcool ou drogas. A faixa etária atendida (adultos, adolescentes ou ambos) está [a confirmar], assim como o público (masculino, feminino ou ambos) [a confirmar], e por isso vale informar a idade do familiar logo na primeira mensagem.
Com essa informação, a equipe diz na primeira conversa se o caso cabe no nosso atendimento ou indica o serviço mais adequado. O atendimento de quadros de saúde mental sem nenhum uso de substância também está [a confirmar].
Os quadros que mais aparecem junto com a dependência são ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos, segundo o mesmo instituto norte-americano. Quando há delírios ou alucinações, a avaliação considera o tratamento para esquizofrenia e quadros psicóticos, que segue protocolo próprio.
O que observar antes de escolher onde tratar o seu familiar?
Observe se o lugar trabalha dentro da Lei 10.216/2001, que garante ao paciente, entre outros direitos, tratamento com humanidade e respeito, proteção contra abuso, sigilo das informações e livre acesso aos meios de comunicação. Esses direitos valem para qualquer tipo de internação.
Na hora de decidir, a família pode conferir estes pontos na primeira conversa com qualquer serviço:
- Médico com registro no CRM que avalia e acompanha o caso;
- Laudo médico circunstanciado antes de qualquer internação;
- Médicos, psicólogos e terapeutas acompanhando o mesmo paciente;
- Plano que trata a saúde mental e o uso de substância juntos;
- Informação regular à família sobre a evolução do tratamento;
- Plano de alta e de continuidade do cuidado depois da internação.
Um critério que ajudamos as famílias a usar: pergunte quem assina o laudo e quem comunica o Ministério Público quando a internação acontece sem o consentimento do paciente. Se a resposta demorar ou vier vaga, a família já tem a informação de que precisava para seguir procurando.
Quanto custa o tratamento e o plano de saúde cobre?
O valor depende da forma de custeio (particular ou convênio), do tempo de tratamento e de haver ou não internação. A clínica não publica preço porque cada caso é definido na avaliação gratuita, onde a família recebe a orientação de custeio sem compromisso.
Atendemos pelo convênio Bradesco e em regime particular; outros convênios estão [a confirmar]. Para entender como funciona a cobertura na clínica de recuperação que atende Bradesco Saúde, envie a carteirinha do plano na primeira conversa e a equipe confere o caso concreto.
Quem somos?
Somos uma clínica de recuperação e reabilitação dedicada à dependência química, ao alcoolismo e à saúde mental, com sede em São Paulo, e recebemos famílias de todo o Brasil.
Atuamos desde 2007 [a confirmar se 2007 é a fundação ou a idade do domínio], com equipe multidisciplinar e com a internação conduzida dentro das Leis 10.216/2001, 13.840/2019 e 11.343/2006. O atendimento é sigiloso, do primeiro contato à alta.
Perguntas frequentes sobre tratamento para saúde mental
As perguntas abaixo são as que mais ouvimos de mães, pais e cônjuges nos primeiros contatos, quando o familiar está em crise e a família precisa decidir o próximo passo.
Qual profissional trata a saúde mental?
O tratamento da saúde mental é conduzido pelo médico, em geral o psiquiatra, que avalia, diagnostica e prescreve os medicamentos, junto com psicólogos e terapeutas que fazem a psicoterapia. Quando há uso de álcool ou drogas, o ideal é que a mesma equipe acompanhe os dois quadros, para que o plano não se divida entre lugares diferentes.
Como conseguir tratamento de saúde mental pelo SUS?
O tratamento de saúde mental pelo SUS começa na Unidade Básica de Saúde ou direto no CAPS, que aceita procura espontânea, sem encaminhamento. Em crise, qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial atende, e em risco à vida o caminho é o SAMU (192). A clínica particular é uma alternativa para famílias que buscam internação com convênio ou particular.
Depressão grave precisa de internação?
A depressão grave precisa de internação quando o tratamento fora dela deixou de proteger o familiar, por exemplo diante de risco de suicídio, recusa de comer ou uso de substância que impede o cuidado em casa. A Lei 10.216/2001 exige laudo médico e só admite internar quando os recursos extra-hospitalares se mostram insuficientes.
A clínica atende adolescentes?
O atendimento de adolescentes pela clínica está [a confirmar]. A idade do familiar é informada logo na primeira conversa, e a equipe diz se o caso cabe no atendimento ou indica o serviço adequado. Adolescentes em crise também contam com o CAPS infantojuvenil do SUS.
Quanto tempo dura uma internação involuntária?
A internação involuntária de quem tem dependência de álcool ou drogas dura o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias, pela Lei 13.840/2019. O término é decidido pelo médico responsável, e a família ou o responsável legal pode pedir a interrupção do tratamento ao médico a qualquer momento.
O familiar internado pode falar com a família?
O familiar internado tem direito, pela Lei 10.216/2001, a livre acesso aos meios de comunicação disponíveis, além de sigilo sobre as informações que presta e presença médica para discutir a necessidade da hospitalização sem consentimento. Como esse contato acontece na rotina de cada tratamento é combinado com a família na avaliação.
Localização
Onde é feito o tratamento para saúde mental?
O tratamento com internação é feito na sede em São Paulo ou na unidade filiada da região, com a mesma equipe cuidando da condição mental e da dependência. O risco imediato à vida é sempre atendido antes pelo SAMU 192 ou pela UPA.

