Resposta rápida
O tratamento para esquizofrenia é contínuo e combina antipsicótico prescrito por médico, psicoterapia, reabilitação e orientação da família. A clínica cuida da esquizofrenia que vem junto com a dependência de álcool ou drogas, tratando as duas no mesmo plano.
| Investimento | Avaliação gratuita; particular ou convênio Bradesco |
|---|---|
| Prazo | Tratamento contínuo; internação, quando indicada, pelo tempo de estabilização definido pelo médico |
| Para quem | Esquizofrenia com dependência de álcool ou drogas |
| No surto | Família pode pedir a internação involuntária |
| Onde | Sede em São Paulo e unidades filiadas |
O tratamento para esquizofrenia é contínuo e combina antipsicótico receitado por psiquiatra, psicoterapia, reabilitação e orientação da família. Na Clínica Anjos da Vida, cuidamos da esquizofrenia quando ela vem junto com a dependência de álcool ou drogas, tratando as duas condições no mesmo plano, porque a substância que continua desestabiliza o remédio e aumenta as recaídas.

Para quem é o nosso tratamento para esquizofrenia?
O nosso programa é indicado para a família cujo familiar tem esquizofrenia diagnosticada e também usa álcool, maconha, cocaína ou outra droga de um jeito que atrapalha o tratamento. Não somos hospital psiquiátrico de crise aguda, e por isso o surto com risco imediato começa no pronto-socorro, antes de chegar até nós.
A combinação das duas condições é frequente. Uma revisão sistemática com meta-análise de 123 estudos, somando 165.811 pessoas, encontrou transtorno por uso de substâncias em 41,7% das pessoas com esquizofrenia, com a maconha em 26,2% e o álcool em 24,3%. Entre os homens a taxa chegou a 48%, contra 22,1% entre as mulheres.
Para a família, o número quer dizer que cerca de quatro em cada dez casos de esquizofrenia vão esbarrar, em algum momento, na bebida ou na droga. A mesma revisão mostra que quem usa substâncias tende a ter o primeiro surto mais cedo, o que coloca a adolescência e o começo da vida adulta como a fase de maior atenção.
A faixa etária atendida pelo programa é [a confirmar: adulto e/ou adolescente], e a equipe informa já na avaliação gratuita se o caso do seu familiar se encaixa no nosso cuidado ou se outro serviço deve vir primeiro.
Quando o diagnóstico é outro, como depressão grave ou transtorno bipolar junto com o uso de drogas, o caminho indicado é o nosso tratamento para saúde mental associado às drogas, que segue a mesma lógica de cuidar das duas condições juntas.
| Situação do familiar | Por onde começar | O que a nossa equipe faz |
|---|---|---|
| Surto com agressividade, fala de morte ou dias sem comer e dormir | SAMU 192 ou pronto-socorro, para avaliação psiquiátrica de risco | Orienta a família à distância e planeja a continuidade depois da estabilização |
| Primeiro episódio, sem uso de álcool ou drogas | Psiquiatra e rede de saúde mental (CAPS no SUS ou psiquiatra do plano) | Explica o caminho e diz com honestidade que o caso pode não ser do nosso programa |
| Diagnóstico confirmado e uso de substância que não para | Avaliação gratuita com a nossa equipe | Monta o plano que trata a esquizofrenia e a dependência ao mesmo tempo |
| Alta recente de internação psiquiátrica, com volta ao uso | Avaliação gratuita, levando o relatório de alta | Dá sequência à medicação indicada pelo psiquiatra e trabalha a abstinência |
O que fazer quando o seu familiar entra em surto?
No surto com risco para ele ou para outras pessoas, a família liga para o SAMU no 192 ou leva o familiar ao pronto-socorro, onde o médico avalia o risco e decide se a internação de crise é necessária. Se ele fala em se matar, o chamado é imediato, e o CVV atende pelo 188 a qualquer hora.
O cuidado com esse momento tem motivo concreto. Segundo o Manual MSD, na versão para a família, entre 4% e 10% das pessoas com esquizofrenia morrem por suicídio e cerca de 35% tentam, com risco maior logo depois de um surto, depois de uma alta hospitalar e quando há uso de substâncias.
- Afaste objetos que possam ferir e fale com calma, sem discutir o conteúdo das vozes ou do delírio;
- Ligue para o SAMU no 192, ou para a polícia no 190 se houver violência acontecendo naquele momento;
- No pronto-socorro, entregue ao médico a lista de remédios, o que ele usou de álcool ou drogas e quando o comportamento mudou;
- Siga a decisão médica sobre a internação de crise, que acontece em serviço de saúde e é pensada para durar até o surto estabilizar;
- Antes da alta, planeje a continuidade do cuidado, que é a etapa em que o tratamento da dependência entra.
A família não deve levar o familiar à força nem contratar remoção por conta própria. Retirar alguém de casa contra a vontade sem avaliação de um médico é irregular e expõe o paciente e a própria família a risco, porque qualquer internação involuntária começa pela decisão médica.
Nas famílias que chegam até nós depois de um surto, o erro que mais vemos é tratar a alta do pronto-socorro como o fim do problema. O remédio da crise controla o delírio, mas a maconha ou a bebida continuam dentro de casa, e o surto seguinte costuma aparecer quando a dose é abandonada.
A família pode pedir a internação involuntária no surto?
Sim. A Lei 10.216/2001 permite a internação involuntária, feita sem o consentimento do paciente e a pedido de um familiar, desde que haja laudo médico circunstanciado e autorização de médico registrado no CRM do estado. O responsável técnico do estabelecimento comunica a internação ao Ministério Público Estadual em até 72 horas, e faz o mesmo na alta.
Quando a esquizofrenia vem com dependência de drogas, vale também a Lei 13.840/2019, que alterou a Lei 11.343/2006. Ela exige internação em unidade de saúde ou hospital geral com equipe multidisciplinar, formalizada por médico, pelo tempo necessário à desintoxicação e com prazo máximo de 90 dias, com aviso ao Ministério Público e à Defensoria Pública em até 72 horas.
A internação compulsória é o terceiro tipo previsto na Lei 10.216/2001. Ela é determinada por um juiz, que considera as condições de segurança do estabelecimento, e em qualquer das três modalidades a lei só indica a internação quando os recursos fora do hospital se mostram insuficientes.
Quando o caso pede, conduzimos a internação involuntária de dependentes químicos dentro dessas regras [a confirmar: enquadramento regulatório da clínica, ver Anvisa], e a família entende cada etapa, com o papel de cada pessoa, antes de assinar qualquer documento.
A família pode encerrar a internação involuntária por pedido escrito ao médico responsável, e o paciente mantém direitos garantidos pela Lei 10.216/2001, como o sigilo das informações, o acesso aos meios de comunicação e a presença médica para discutir a necessidade da internação.
O que a família precisa levar para a avaliação?
A avaliação rende mais quando a família chega com o histórico organizado, porque a equipe decide o caminho a partir dele e não precisa reconstruir anos de tratamento por lembrança.
- Documento com foto de quem solicita e do paciente;
- Relatórios médicos e o último laudo psiquiátrico, quando houver;
- Lista dos remédios em uso, com as doses, e dos que ele deixou de tomar;
- Datas de internações anteriores e os relatórios de alta;
- Um relato do uso de álcool e drogas, com a substância, a frequência e quando piorou.
Quais são as 4 fases da esquizofrenia?
A forma que usamos para explicar a doença às famílias divide a esquizofrenia em quatro fases, prodrômica, aguda, de estabilização e estável, e cada uma pede uma atitude diferente de quem convive com o paciente. A divisão é didática, e o psiquiatra do seu familiar pode descrever o quadro de outra maneira.
- Fase prodrômica, os meses ou anos antes do primeiro surto, em que a pessoa parece afastada, desorganizada ou desconfiada e a família costuma confundir com uma fase difícil;
- Fase aguda, o surto, com delírios, alucinações (ouvir vozes é a mais comum) e fala desorganizada, quando a prioridade é a segurança e a avaliação de emergência;
- Fase de estabilização, o período depois do surto em que o antipsicótico é ajustado e o risco de abandonar o remédio é alto;
- Fase estável, com os sintomas controlados, em que o trabalho é manter o remédio, a rotina e a abstinência, porque a recaída continua possível.
Talvez você já tenha ouvido falar em esquizofrenia paranoide, catatônica ou hebefrênica. Essa divisão em subtipos saiu do manual de diagnóstico usado pela psiquiatria, o DSM-5, em 2013, e hoje o que orienta o tratamento é quais sintomas predominam e em que fase o paciente está.
Qual o tratamento mais moderno para esquizofrenia?
O tratamento mais atual combina antipsicóticos de segunda geração, que causam menos rigidez muscular, tremores e movimentos involuntários que os de primeira geração, com reabilitação, psicoterapia e cuidado coordenado desde o primeiro episódio. Para quem esquece ou recusa o comprimido, o psiquiatra pode indicar antipsicótico injetável de ação prolongada.
O ponto que mais muda o resultado é tomar o remédio. Sem medicação, entre 65% e 80% das pessoas têm um novo episódio no primeiro ano depois do diagnóstico, e com uso consistente a taxa cai para cerca de 30%. Mesmo assim, metade das pessoas com esquizofrenia não toma os remédios como foram receitados, segundo o mesmo manual.
Por isso, para nós, tratamento moderno é o que resolve o motivo do abandono. Na nossa experiência de internação, esse motivo quase sempre inclui a substância, que interfere no efeito do antipsicótico, bagunça os horários e faz o paciente trocar o remédio pela droga nos dias difíceis.
O que leva uma pessoa a desenvolver esquizofrenia?
A esquizofrenia surge de uma combinação de predisposição genética e fatores do ambiente, e nenhuma família a provoca por falha de criação. Quem tem pai, mãe ou irmão com a doença tem risco de 5 a 11 vezes maior, e eventos estressantes e o uso de drogas, sobretudo a maconha, podem desencadear o quadro em quem já tem predisposição.
O peso da maconha cresce com a quantidade usada. Uma meta-análise com 66.816 pessoas encontrou risco 3,9 vezes maior de esquizofrenia e outras psicoses entre os usuários mais pesados, em comparação com quem não usa. Os autores registram que a causa não pode ser afirmada de forma inequívoca, mas o risco subiu com o nível de uso em todos os estudos incluídos.
A adolescência é a janela que mais pede atenção, porque 40% dos homens têm o primeiro episódio antes dos 20 anos. Se o seu filho usa maconha com frequência e começou a se isolar ou a desconfiar de todos, procure avaliação psiquiátrica sem esperar o surto, e conheça os riscos do uso de maconha na adolescência.
Muitos pais chegam perguntando o que fizeram de errado. A resposta que damos é a da ciência: a esquizofrenia é uma doença do cérebro com forte componente hereditário, e a culpa só atrasa o que a família pode fazer agora, que é tirar a droga do caminho e sustentar o tratamento.
Qual o melhor tipo de terapia para esquizofrenia?
Nenhuma terapia funciona sozinha. O que tem efeito é a combinação de antipsicótico, psicoterapia, reabilitação de habilidades e psicoeducação da família, que ensina quem convive com o paciente a reconhecer sinais e a lidar com a doença, e que ajuda a evitar recaídas.
Quando existe dependência junto, a terapia precisa trabalhar também a relação com a substância, os gatilhos de uso e a aceitação do diagnóstico, porque o paciente que não reconhece a doença costuma ser o que recusa o remédio.
Na nossa equipe, a psicoterapia é feita pelos mesmos profissionais que acompanham a desintoxicação e a medicação, para que o plano médico, o trabalho sobre a droga e a orientação à família sigam na mesma direção e o paciente não receba mensagens contraditórias.
Como tratamos a esquizofrenia junto com a dependência química?
O tratamento começa pela avaliação gratuita e segue em internação com equipe multidisciplinar de médicos, psicólogos e terapeutas, que cuida ao mesmo tempo da desintoxicação, da estabilidade psiquiátrica e da volta para casa. O programa é descrito em cerca de 6 meses, em 3 etapas [a confirmar], com o tempo de cada caso definido pela equipe.
- Avaliação gratuita, à distância ou presencial, em que a família conta o histórico e a equipe diz se o caso é do nosso programa ou de outro serviço;
- Internação e desintoxicação, com acompanhamento médico do que o corpo sente ao parar a substância e revisão da medicação psiquiátrica;
- Acompanhamento terapêutico, com psicoterapia, rotina estruturada e atividades de bem-estar;
- Preparação da saída, com plano de continuidade junto ao psiquiatra e à rede de saúde mental e orientação à família sobre sinais de recaída.
A parte do programa dedicada à substância segue o mesmo tratamento da dependência química em internação, com a diferença de que cada etapa respeita o tempo do antipsicótico e os sinais psiquiátricos do paciente.
Um critério simples para a família medir se o tratamento está no caminho é observar três pontos nas visitas e ligações. Ele toma o remédio sem precisar ser lembrado, voltou a dormir em horário regular e fala do uso de drogas sem negar. Mudança nesses três pontos pesa mais que o humor de um dia.
Qual é o papel da família no tratamento?
A família é parte do tratamento. Ela aprende a reconhecer os sinais de que um novo surto se aproxima, ajuda na adesão ao remédio depois da alta e mantém a casa sem álcool e drogas, e esse conjunto protege o familiar justamente nos meses em que a recaída é mais provável.
- Parar, esconder ou “esquecer” o remédio por vários dias;
- Voltar a usar maconha, álcool ou outra droga, mesmo em pouca quantidade;
- Isolamento e desconfiança nova de vizinhos ou de pessoas da casa;
- Várias noites seguidas sem dormir;
- Voltar a falar de vozes, mensagens ou perseguição que tinham sumido.
Se dois ou mais sinais aparecem juntos, procure o psiquiatra que acompanha o caso no mesmo dia, antes do surto se instalar, porque ajustar a conduta nessa fase pode evitar que a família precise de uma nova internação de crise.
Quanto custa o tratamento e o plano de saúde cobre?
O valor depende da forma de custeio, particular ou convênio, do tempo de internação e da estrutura que o caso exige, e por isso não publicamos preço. O primeiro passo é a avaliação gratuita, em que a equipe entende o caso e explica as opções sem compromisso.
Atendemos pelo convênio Bradesco e no particular, e outros convênios estão [a confirmar]. Para entender como funciona a cobertura, veja a página da nossa clínica de recuperação com cobertura Bradesco, com o que a família precisa ter em mãos para a autorização.
Perguntas frequentes sobre tratamento para esquizofrenia
As perguntas abaixo são as que mais ouvimos de mães, pais, irmãos e cônjuges que convivem com a esquizofrenia de um familiar, sobretudo quando o álcool ou a droga já fazem parte do quadro.
Esquizofrenia tem cura?
A esquizofrenia não tem cura definitiva, mas tem tratamento, e muitas pessoas vivem com os sintomas controlados. O Manual MSD aponta que entre 15% e 25% alcançam melhora significativa e duradoura e cerca de um terço tem melhora moderada. Tomar o antipsicótico e evitar álcool e drogas são os fatores que a família mais consegue influenciar.
Quanto tempo dura a internação no surto psicótico?
A internação de crise por esquizofrenia dura o tempo necessário para estabilizar o surto, e quem define a alta é o médico responsável. Quando há dependência de drogas, a Lei 13.840/2019 limita a internação involuntária a 90 dias. Depois da alta, o tratamento continua fora do hospital, porque o risco de recaída segue alto no primeiro ano.
Maconha pode causar esquizofrenia?
A maconha não causa esquizofrenia sozinha, mas aumenta o risco em quem tem predisposição e pode desencadear o primeiro surto. Uma meta-análise com 66.816 pessoas encontrou risco 3,9 vezes maior entre os usuários mais pesados. Em quem já tem o diagnóstico, o uso piora os sintomas e atrapalha o efeito do antipsicótico.
Posso internar meu familiar com esquizofrenia sem ele querer?
Sim, a internação involuntária é permitida pela Lei 10.216/2001 a pedido de um familiar, com laudo médico circunstanciado e autorização de médico registrado no CRM do estado. Ela acontece em serviço de saúde e é comunicada ao Ministério Público em até 72 horas. A família nunca deve retirar o familiar de casa à força por conta própria.
O SUS oferece tratamento para esquizofrenia?
O SUS oferece tratamento para esquizofrenia pelos Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, pelas unidades básicas de saúde e pelo pronto-socorro nas crises, com acesso a antipsicóticos. Para quem também depende de álcool ou drogas, existe o CAPS AD. A família pode combinar a rede pública com a internação particular ou pelo convênio quando o caso pede.
Vocês atendem adolescentes com esquizofrenia?
A faixa etária atendida pelo nosso programa de esquizofrenia com dependência química está [a confirmar: adulto e/ou adolescente], e a equipe confirma na avaliação gratuita se o caso do seu filho se encaixa. Em adolescentes, o primeiro passo costuma ser a avaliação com psiquiatra da infância e adolescência, que define se existe indicação de internação.
Pessoa com esquizofrenia pode ficar em clínica de recuperação?
A pessoa com esquizofrenia pode ser tratada em clínica de recuperação quando o quadro vem com dependência química e o local tem equipe médica e multidisciplinar para as duas condições. A Lei 13.840/2019 exige que a internação de dependentes aconteça em unidade de saúde ou hospital geral. No surto agudo com risco, o lugar certo é o pronto-socorro.
Localização
Onde a esquizofrenia com dependência é tratada?
A internação, quando indicada, acontece na sede em São Paulo ou numa unidade filiada, com o plano cuidando da esquizofrenia e da substância ao mesmo tempo. Em surto com risco imediato, a família procura o SAMU 192 ou a UPA primeiro, e a avaliação vem depois da crise.

