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A clínica de recuperação pelo convênio Bradesco permite usar o plano de saúde na internação. Pela Lei 9.656/1998, o plano com cobertura hospitalar inclui a dependência química, e segmentação, carência e autorização definem cada caso. Na Clínica Anjos da Vida, o convênio é usado na sede em São Paulo.

Informações rápidas
InvestimentoConvênio Bradesco ou particular; avaliação gratuita
PrazoConforme a indicação médica e a autorização do plano
Base legalLei 9.656/1998
O que define a coberturaSegmentação, carência e autorização
Sem coberturaAtendimento particular

A clínica de recuperação pelo convênio Bradesco permite que a família use o plano de saúde na internação do dependente, e a Clínica Anjos da Vida atende pelo convênio Bradesco e no particular. Pela Lei 9.656/1998, o plano com cobertura hospitalar inclui a dependência química; segmentação, carência e autorização definem cada caso, conferidas na avaliação gratuita.

Clínica de Recuperação pelo Convênio Bradesco

O Bradesco Saúde cobre internação psiquiátrica?

O Bradesco Saúde, como todo plano contratado depois da Lei 9.656/1998 ou adaptado a ela, cobre internação psiquiátrica e por dependência química quando o contrato inclui a segmentação hospitalar e existe indicação médica. A Lei 9.656/1998 manda o plano cobrir as doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, e a dependência de álcool e de outras drogas está nessa lista.

A pergunta que a família precisa responder primeiro é qual segmentação aparece no contrato. O plano apenas ambulatorial cobre consultas, exames e terapias, mas não a internação; é a segmentação hospitalar, com ou sem obstetrícia, que abre a porta para o tratamento em regime de internação.

A regra vale igual para quem depende do álcool, e o tratamento para alcoolismo com internação passa pelo mesmo caminho de conferência do plano e de autorização da operadora.

O que a Lei 9.656/1998 garante na internação?

O artigo 12 da Lei 9.656/1998 garante, no plano com internação hospitalar, cobertura sem limitação de prazo, valor máximo e quantidade, em clínicas básicas e especializadas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, incluindo honorários médicos, enfermagem, alimentação, exames e medicamentos do período internado.

O mesmo artigo limita a carência a no máximo 180 dias para os casos em geral e a 24 horas para urgência e emergência. Para a família, isso significa conferir a data de entrada no plano antes de qualquer outro passo, porque é ela que diz se a carência da internação já foi cumprida.

O que muda depois de 30 dias de internação?

Depois de 30 dias de internação psiquiátrica no mesmo ano, o contrato pode prever coparticipação da família, limitada a 50% do valor que a operadora paga ao prestador. No Tema 1.032, o Superior Tribunal de Justiça fixou que “não é abusiva a cláusula de coparticipação expressamente ajustada e informada ao consumidor” dentro desse limite.

A palavra que decide o orçamento da família é expressamente. A coparticipação depende de estar escrita e informada no contrato, e por isso a leitura dessa cláusula, antes da internação, mostra se o segundo mês de tratamento terá custo e de quanto ele pode ser.

O critério que usamos com as famílias antes de qualquer internação pelo plano cabe em três linhas do contrato: a segmentação, a data de início e a cláusula de coparticipação. Com as três em mãos, a família sabe em poucos minutos se a internação terá custo e a partir de quando.

O que decide se o plano paga a internação do seu familiar?

Seis pontos do contrato decidem se o plano paga a internação e em que condições: segmentação, carência, doença preexistente, coparticipação, autorização prévia e rede. Todos aparecem na carteirinha, no contrato ou na central da operadora, e a família consegue conferir cada um antes de decidir.

Ponto do contratoO que a família confereO que muda na internação
SegmentaçãoSe o contrato ou a carteirinha indica cobertura hospitalarSem segmentação hospitalar, o plano não cobre a internação, apenas consultas, exames e terapias
CarênciaA data de entrada do dependente no planoAté 180 dias para internação programada e até 24 horas para urgência e emergência (Lei 9.656/1998, art. 12)
Doença preexistenteSe houve declaração de doença preexistente na contrataçãoPode existir restrição temporária, mas a exclusão de cobertura é proibida depois de 24 meses de contrato (Lei 9.656/1998, art. 11)
CoparticipaçãoSe o contrato prevê percentual para internação psiquiátrica longaA partir do 31º dia de internação no ano, a família pode pagar até 50% do valor contratado com o prestador
Autorização préviaSe o pedido médico já foi enviado e aprovado pela operadoraA internação programada tem prazo máximo de 21 dias úteis para ser garantida; a urgência é atendida de imediato
Rede e abrangênciaSe a clínica está na rede do seu plano e na área geográfica do contratoFora da rede, a cobertura depende das regras de reembolso previstas no contrato

A linha que mais pesa para quem está em crise é a da autorização, porque ela define o tempo até a internação. As outras cinco a família confere com calma, e juntas mostram se o plano cobre tudo, cobre com coparticipação ou ainda não cobre por causa da carência.

Quando a dúvida vai além do Bradesco e envolve qualquer operadora, o conteúdo sobre o que o plano de saúde cobre na internação ajuda a família a comparar o próprio contrato com a regra geral.

Onde eu vejo qual clínica aceita o plano do Bradesco?

A família confirma se uma clínica aceita o plano do Bradesco no canal oficial da operadora: a consulta de rede referenciada no site ou no aplicativo do Bradesco Saúde, ou a central de atendimento impressa na carteirinha, informando o número do cartão e o tipo de atendimento que procura.

A pergunta certa para a central é mais específica do que “essa clínica aceita Bradesco?”. Pergunte se a clínica está na rede do seu plano, na sua categoria, para internação em saúde mental ou dependência química, porque uma clínica pode atender uma linha de planos da operadora e não outra.

Na avaliação gratuita, a nossa equipe faz essa conferência junto com a família, com os dados da carteirinha em mãos, e informa antes de qualquer internação se o plano do seu familiar entra no nosso convênio [a confirmar: categorias de plano Bradesco aceitas pela clínica].

Anote o número de protocolo de toda ligação para a central do plano. Se a resposta mudar depois, o protocolo é o registro do que a operadora informou à família, e é ele que sustenta uma reclamação se a cobertura for negada na hora da internação.

Como funciona a internação pelo convênio Bradesco na prática?

A internação pelo convênio Bradesco segue seis passos, do primeiro contato à autorização da operadora, e a família não percorre nenhum deles sozinha, porque a equipe orienta cada etapa desde a avaliação gratuita.

  1. A família conta a situação à equipe e agenda a avaliação gratuita;
  2. A equipe confere o plano com a família, olhando segmentação, carência, coparticipação e se a categoria entra no convênio;
  3. O médico avalia o caso, decide se a internação é indicada e registra a indicação no relatório médico;
  4. O pedido de autorização segue para a operadora com o relatório, e a família acompanha a resposta pelo protocolo;
  5. Com a autorização, começa a internação, com a desintoxicação acompanhada pela equipe multidisciplinar;
  6. Durante o tratamento, a equipe acompanha a evolução e, quando o médico indica continuar, renova o pedido junto à operadora.

Os prazos desse caminho também são regulados. Pela tabela de prazos máximos de atendimento da ANS, a operadora tem até 21 dias úteis para garantir uma internação eletiva, e a urgência e a emergência têm atendimento imediato.

Em crise com risco à vida, como overdose, surto ou ameaça de se machucar, a família não espera autorização: liga para o SAMU no 192 ou procura o pronto-socorro mais próximo, e o convênio entra depois, na continuidade do tratamento.

O que a família leva para a avaliação gratuita?

Quatro itens bastam para a equipe responder se o plano cobre e a partir de quando, e a família consegue separar todos em poucos minutos, sem precisar de nada fora do que já tem em casa.

  • Carteirinha do plano, frente e verso, e documento de identidade do titular e do dependente;
  • Contrato ou a página que mostra a segmentação, a data de início e a cláusula de coparticipação;
  • Relatórios médicos, receitas e registros de internações anteriores, quando houver;
  • Um resumo do que tem acontecido, com a substância, o tempo de uso, as crises recentes e os riscos que a família percebe.

E se o dependente não aceita se tratar?

Quando o dependente não aceita se tratar, a lei prevê a internação involuntária, pedida pela família e autorizada por médico, com base na Lei 10.216/2001 e na Lei 13.840/2019, e comunicada ao Ministério Público em até 72 horas. Para o plano, a cobertura segue a indicação médica e as regras do contrato.

Por segurança, a família nunca leva o familiar à força. Remoção ou “resgate” sem avaliação médica é irregular, e toda internação sem o consentimento do dependente começa por um médico, que examina o caso e formaliza a indicação antes de qualquer transporte.

A diferença entre os caminhos, quem pode pedir cada um e o que a lei exige estão detalhados na página de internação involuntária para dependentes químicos, que a família pode ler antes de conversar com a equipe.

O que fazer se o plano negar a internação?

Quando o plano nega a internação, a família pede o motivo da negativa e o número de protocolo, reclama primeiro na própria operadora e, sem solução, registra a reclamação na ANS, no Procon ou no consumidor.gov.br. Com risco à vida e sem resposta, a via judicial é o caminho indicado para garantir a cobertura.

O reembolso é a outra saída. Segundo o Instituto de Defesa de Consumidores, as condições de reembolso precisam estar no contrato e o pagamento deve ocorrer em até 30 dias, e por isso a família guarda todos os comprovantes desde o primeiro dia.

Quantas sessões de terapia o Bradesco cobre?

Desde 1º de agosto de 2022, os planos regulamentados não podem limitar o número de sessões com psicólogo prescritas por médico, e a regra vale também para terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. A decisão da ANS alcança os planos com cobertura ambulatorial contratados depois da Lei 9.656/1998 ou adaptados a ela.

A mesma tabela da ANS fixa 10 dias úteis para a consulta ou sessão com psicólogo. Para a família, isso pesa depois da alta: a psicoterapia que sustenta a recuperação fora da clínica pode seguir pelo plano sem teto de sessões, desde que exista o pedido médico.

Qual o valor mensal de uma clínica psiquiátrica?

O valor mensal de uma clínica psiquiátrica ou de recuperação depende da forma de custeio, do tempo de internação e da estrutura do tratamento, e por isso não publicamos um preço fixo. Pelo convênio, o custo da família tende a se limitar ao que o contrato prevê, como a coparticipação depois de 30 dias.

No particular, o valor é apresentado depois da avaliação gratuita, quando a equipe já conhece o caso. A família sai dessa conversa sabendo se o plano cobre, a partir de quando e o que fica por conta dela, antes de assinar qualquer internação.

Como a nossa equipe conduz o tratamento de quem chega pelo convênio?

O tratamento de quem chega pelo convênio Bradesco segue o modelo da clínica, com equipe multidisciplinar de médicos, psicólogos e terapeutas, desintoxicação, acompanhamento terapêutico e atividades de bem-estar, dentro do tratamento da dependência química com equipe multidisciplinar.

O plano de tratamento que apresentamos às famílias tem cerca de 6 meses, em 3 etapas de 2 meses [a confirmar: tempo de tratamento e etapas]. Cada renovação junto à operadora depende da indicação médica, e por isso a família combina com a equipe, desde a primeira semana, como o tratamento continua se o plano parar de cobrir.

Dependência é uma doença tratável, como outras condições crônicas que pedem acompanhamento contínuo. Por isso tratamos o convênio como parte do plano de cuidado, porque a interrupção por falta de cobertura costuma pesar mais do que a demora em começar.

A sede fica em São Paulo, e recebemos famílias de todo o Brasil, com atuação declarada desde 2007 [a confirmar: se 2007 é a fundação da clínica ou a idade do domínio]. Toda internação segue a Lei 10.216/2001, a Lei 13.840/2019 e a Lei 11.343/2006, com sigilo sobre o paciente e a família.

Perguntas frequentes sobre a clínica de recuperação pelo convênio Bradesco

As perguntas abaixo reúnem as dúvidas que mais chegam das famílias que têm plano Bradesco e precisam decidir a internação de um familiar dependente.

A clínica atende outros convênios além do Bradesco?

A clínica atende pelo convênio Bradesco e no particular, e esses são os dois caminhos confirmados hoje. Outros convênios estão [a confirmar]. Se a família tem plano de outra operadora, a equipe confere o caso na avaliação gratuita e explica as opções de custeio disponíveis antes de qualquer decisão sobre a internação.

O plano Bradesco cobre a remoção do dependente até a clínica?

A Lei 9.656/1998 garante a remoção comprovadamente necessária entre estabelecimentos hospitalares, dentro da área geográfica do contrato. O transporte de casa até a clínica depende do contrato e da indicação médica. Em nenhum caso a família deve contratar “resgate” sem avaliação médica, porque a remoção forçada sem médico é irregular.

Preciso cumprir carência para internar pelo Bradesco?

A carência para internação pode chegar a 180 dias, que é o limite fixado pela Lei 9.656/1998 para os casos em geral. Em urgência e emergência, o prazo máximo é de 24 horas. A data de entrada no plano, indicada no contrato, mostra se a carência já foi cumprida, e a equipe confere isso na avaliação.

O convênio cobre a internação se meu filho não aceita se tratar?

A cobertura do convênio segue a indicação médica e o contrato, e a internação involuntária é prevista na Lei 10.216/2001 e na Lei 13.840/2019, com médico autorizando e comunicação ao Ministério Público em 72 horas. A equipe orienta a família sobre o caminho legal [a confirmar: enquadramento regulatório da clínica, ver Anvisa].

A avaliação gratuita tem algum custo para a família?

A avaliação gratuita não tem custo para a família e não obriga a nenhuma internação. Nela, a equipe ouve a situação, confere os dados do plano Bradesco e explica se a internação é indicada, se o contrato cobre e o que fica por conta da família.

O plano Bradesco apenas ambulatorial ajuda no tratamento?

O plano Bradesco apenas ambulatorial não cobre internação, mas cobre consultas médicas em número ilimitado e sessões com psicólogo prescritas por médico, sem teto desde 2022. Para a família, isso sustenta o acompanhamento antes e depois de uma internação, e a equipe explica na avaliação como combinar o plano com o custeio particular.

Kalena Gabriel
Especialista responsável

Kalena Gabriel

Psicóloga e neuropsicóloga

Psicóloga formada pela Universidade Paulista (UNIP) em 2019, com pós-graduação em Neuropsicologia pela Faculdade Metropolitana e especialização em Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Atuou no CAPS IJ de 2020 a 2023, construindo projetos terapêuticos singulares em equipe multiprofissional e conduzindo grupos de reabilitação psicossocial com pessoas em sofrimento mental grave.

Dra. Ana Paula Gonçalves de Mendonça
Revisão médica

Dra. Ana Paula Gonçalves de Mendonça

Médica com pós-graduação em Psiquiatria

Médica formada pelas Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA) em 2017, CRM-SP 193289, com pós-graduação em Psiquiatria pelo ISMD (2019 a 2021), em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Centro de Ensino Einstein e em Saúde da Família pela UNIFESP. Tem experiência em plantões de psiquiatria, no acompanhamento de pacientes em leitos psiquiátricos de hospitais gerais, em pronto-socorro, em CAPS e na atenção básica.

Localização

Onde usar o convênio Bradesco na internação?

A internação pelo convênio Bradesco acontece na sede da clínica, em São Paulo. Antes de mover o paciente, a equipe confere na avaliação gratuita a segmentação e a carência do plano, para a família saber se a autorização tende a sair.