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Santa Catarina é atendida pela clínica filiada à Clínica Anjos da Vida no estado. A internação segue a Lei 10.216/2001 e a Lei 13.840/2019, que permitem à família pedir a involuntária, autorizada por médico com CRM de Santa Catarina. O Projeto de Lei 85/2022 da Alesc ainda aguarda votação em Plenário.
Informações rápidas
| Investimento | Avaliação gratuita; particular ou convênio Bradesco |
| População | Mais de 7 milhões de habitantes |
| Atendimento | Rede filiada em Santa Catarina |
| Regiões de origem | Litoral, planalto e oeste |
| Lei estadual | PL 85/2022 aguarda o Plenário da Alesc (outubro de 2026) |
Clínicas de recuperação em SC internam hoje pela Lei 10.216/2001 e pela Lei 13.840/2019, que já permitem à família pedir a internação involuntária com decisão médica. O Projeto de Lei 85/2022, que propõe um programa estadual para pessoas com dependência química, passou pela CCJ da Alesc em outubro de 2026 e aguarda o Plenário.
O estado soma 7.610.361 habitantes em 295 municípios, segundo o panorama do Censo 2022 do IBGE, com 79,5 habitantes por km². De Chapecó a Florianópolis, quem pesquisa clínicas de recuperação em SC com um familiar que recusa tratamento está sob a mesma regra federal, porque o projeto estadual ainda não virou lei.
A notícia da votação na Assembleia Legislativa levou famílias a perguntar se a internação involuntária passou a depender dela. A internação pedida por familiar existe na lei federal desde 2001 e ganhou regras detalhadas em 2019, com validade em todo o território catarinense. Esperar o Plenário da Alesc para pedir a avaliação médica é um atraso que nenhuma dessas leis exige.

O que o Projeto de Lei 85/2022 propõe para Santa Catarina?
O projeto, de autoria do deputado Ivan Naatz, entrou na Alesc em 19 de abril de 2022 e propõe um programa estadual voltado ao tratamento, à recuperação e à reinserção social de pessoas com dependência química. A prioridade, segundo a Assembleia, é quem vive em situação de vulnerabilidade social.
Entre essas pessoas, o projeto catarinense destaca os casos em que a dependência prejudica a capacidade de autodeterminação, coloca em risco a integridade da própria pessoa ou de outras, ou dificulta a adesão voluntária ao tratamento recomendado pela equipe de saúde. Ele também define regras para uma internação terapêutica que chama de caráter humanitário.
Pela tramitação registrada no e-Legis da Alesc, o projeto recebeu parecer favorável em quatro comissões, a de Constituição e Justiça, a de Finanças e Tributação, a de Saúde e a de Prevenção e Combate às Drogas, e voltou à CCJ para a análise de emenda, aprovada por unanimidade no fim de outubro de 2026.
Qual regra vale para a família catarinense em outubro de 2026?
A tabela reúne as duas leis federais que regem a internação e os quatro projetos que tramitam juntos na Alesc, com a situação de cada um no fim de outubro de 2026, para a família de Santa Catarina saber qual norma decide o caso que vive em casa agora.
| Norma | O que trata | Situação em outubro de 2026 | Vale hoje em Santa Catarina |
|---|---|---|---|
| Lei 10.216/2001 | Direitos da pessoa com transtorno mental e os três tipos de internação | Em vigor | Sim |
| Lei 13.840/2019 | Regras da internação de dependentes de drogas, incluídas na Lei 11.343/2006 | Em vigor | Sim |
| Projeto de Lei 85/2022 | Programa estadual de saúde para pessoas com dependência química | Pareceres favoráveis nas comissões, aguarda o Plenário | Não |
| Projeto de Lei 60/2023 | Internação involuntária de dependentes de drogas no estado | Tramita junto com o PL 85/2022 | Não |
| Projeto de Lei 68/2024 | Internação humanizada no estado | Tramita junto com o PL 85/2022 | Não |
| Projeto de Lei 305/2025 | Programa SC Zero Morador em Situação de Rua | Tramita junto com o PL 85/2022 | Não |
Projeto em tramitação não cria direito nem obrigação. Enquanto o PL 85/2022 e os apensados não forem votados em Plenário e publicados como lei, a internação de quem mora em qualquer um dos 295 municípios segue só as duas leis federais da tabela.
O que a lei federal já permite à família sem esperar a Alesc?
A Lei 13.840/2019 incluiu o art. 23-A na Lei 11.343/2006 e definiu a internação involuntária como a que acontece sem o consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal. As garantias que ela dá à família catarinense valem desde 2019.
- A internação só acontece em unidade de saúde ou hospital geral com equipe multidisciplinar, autorizada por médico registrado no CRM do estado onde fica o estabelecimento;
- O médico decide depois de avaliar a droga usada, o padrão de uso e a impossibilidade de outras alternativas da rede de saúde;
- A involuntária dura o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias, e a família pode pedir ao médico a interrupção a qualquer tempo;
- Internações e altas são informadas em até 72 horas ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscalização;
- O plano individual de atendimento é elaborado em até 30 dias do ingresso, com a forma de participação da família.
Pela Lei 10.216/2001, que completa o quadro, valem três regras a mais. A lei exige laudo médico circunstanciado para qualquer internação psiquiátrica, reserva a internação compulsória à decisão do juiz e permite que o familiar encerre a involuntária por pedido escrito. Anotar a data e o horário do início da internação ajuda a família a conferir depois se a comunicação de 72 horas foi feita.
O passo a passo do pedido, do laudo à alta, está explicado na página sobre a internação involuntária e a Lei 13.840/2019, que vale para a família de qualquer cidade catarinense.
O texto estadual ainda pode mudar até a votação?
Pode. A Comissão de Saúde aprovou o projeto em março de 2025 com uma subemenda modificativa, e a Comissão de Prevenção e Combate às Drogas o aprovou em junho de 2026 com emenda. A redação que chega ao Plenário reúne essas mudanças, e os deputados ainda podem alterá-la na votação.
Por isso, nenhuma clínica, comunidade ou serviço em Santa Catarina pode invocar o programa estadual para justificar uma internação hoje. Qualquer proposta que use o projeto como base legal está fora das regras que valem para a família. A página da proposição no e-Legis mostra cada etapa com a data, e é por ela que se confere se o projeto já foi votado.
Quando a crise em casa não espera nem a avaliação?
A crise em casa não espera a avaliação quando há perda de consciência, convulsão ou dificuldade para respirar, casos de SAMU pelo 192, ou risco de violência imediata contra outra pessoa, caso de polícia pelo 190. Se o familiar fala em tirar a própria vida, o CVV atende pelo 188, em qualquer município de Santa Catarina.
Fora da emergência, a Lei 13.840/2019 manda ordenar o tratamento em uma rede de atenção à saúde e indicar a internação só quando os recursos fora do hospital se mostrarem insuficientes. É essa avaliação, feita por médico, que decide se o caso catarinense pede a internação de dependente químico com segurança jurídica.
Como a clínica filiada atende os 295 municípios catarinenses?
O IBGE divide Santa Catarina em sete regiões geográficas intermediárias, com centros em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, Lages, Criciúma e Caçador. A família de qualquer uma delas é atendida pela clínica filiada à Clínica Anjos da Vida no próprio estado, sem precisar levar o familiar para fora de Santa Catarina.
Na clínica filiada acontecem a primeira avaliação, que é gratuita, e o tratamento com equipe multidisciplinar de médicos, psicólogos e terapeutas. Quando há indicação de internar, ela segue as duas leis federais da tabela, que são as únicas em vigor para essa decisão em Santa Catarina.
No norte do estado, a página da clínica de recuperação em Joinville trata da rede de Joinville, Jaraguá do Sul, Araquari e São Francisco do Sul, com o caminho da família entre a rede pública e a internação.
Perguntas frequentes sobre clínicas de recuperação em SC
Santa Catarina já tem lei estadual de internação involuntária?
Não, até o fim de outubro de 2026. O Projeto de Lei 60/2023, sobre internação involuntária de dependentes de drogas no estado, tramita junto com o PL 85/2022 e ainda não foi votado em Plenário. A internação involuntária em Santa Catarina segue a Lei 13.840/2019.
Quais são os três tipos de internação para quem mora em Santa Catarina?
Voluntária, com o consentimento da pessoa; involuntária, sem o consentimento e a pedido de terceiro; e compulsória, determinada pela Justiça. A divisão está no art. 6º da Lei 10.216/2001 e vale igual em Santa Catarina, porque nenhum dos projetos da Alesc foi aprovado.
Quanto tempo dura a internação involuntária em SC?
O tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias e término determinado pelo médico responsável, conforme a Lei 13.840/2019. A família catarinense pode pedir a interrupção ao médico a qualquer tempo, e o projeto estadual em tramitação não altera esse prazo.
Existem clínicas de recuperação gratuitas em Santa Catarina?
O tratamento gratuito é o do SUS, pela rede de atenção à saúde de cada município, que é por onde a Lei 13.840/2019 manda ordenar o cuidado. O programa estadual do PL 85/2022, voltado sobretudo a pessoas em vulnerabilidade social, ainda não existe porque o projeto não foi votado.
Quanto custa uma clínica de recuperação em Santa Catarina?
O custo de uma clínica de recuperação em Santa Catarina depende de como o tratamento será pago, particular ou pelo convênio, e do tempo de internação indicado na primeira avaliação, que é gratuita. Para famílias catarinenses com plano de saúde, a página sobre como usar o convênio Bradesco na internação explica a cobertura.
Comunidade terapêutica em SC pode fazer internação involuntária?
Não. O § 9º do art. 23-A da Lei 11.343/2006, incluído pela Lei 13.840/2019, veda qualquer modalidade de internação em comunidade terapêutica acolhedora. Em Santa Catarina, como no resto do país, internação só em unidade de saúde ou hospital geral com equipe multidisciplinar.
O médico que autoriza a internação precisa ter CRM de Santa Catarina?
Sim, quando o estabelecimento fica em Santa Catarina. A Lei 10.216/2001 e a Lei 13.840/2019 exigem registro no Conselho Regional de Medicina do estado onde se dá a internação. Como o tratamento da família catarinense acontece na clínica filiada dentro do próprio estado, o registro do médico que autoriza é no CRM de Santa Catarina.
Localização
Precisa sair de Santa Catarina para internar?
Não. A rede filiada à Anjos da Vida atende famílias catarinenses no próprio estado, com página própria para Joinville. A avaliação gratuita define o tipo de internação, e a involuntária dispensa ordem judicial.

