Clínicas de recuperação e reabilitação

Tratamento da dependência química em 4 níveis, do CAPS AD à internação pela Lei 10.216/2001, e o critério para a família saber por onde começar

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O que é tratamento da dependência química

O tratamento para dependência química é o cuidado médico, psicológico e familiar que ajuda o dependente a interromper o uso e a reconstruir a rotina. Ele começa por uma avaliação que define o nível de cuidado, do atendimento ambulatorial à internação, e costuma durar meses, porque a dependência é uma doença crônica e tratável. Nossa equipe conduz esse tratamento para a família que já tentou de tudo em casa e precisa de um caminho seguro, e para o dependente que precisa de cuidado com dignidade. A primeira avaliação é gratuita, com sigilo desde a primeira conversa. Quando a dependência fica sem cuidado adequado, a rotina da casa passa a girar em torno do uso, das faltas, das dívidas e das recaídas. A família costuma se revezar entre vigiar, esconder e perdoar, e o dependente perde vínculos que depois custam a ser refeitos. Dependência é uma doença tratável, e por isso pede um plano conduzido por profissionais, com a família como parte dele.

Qual é o melhor tratamento para dependência química?

O melhor tratamento para dependência química é o que corresponde à gravidade do caso, à droga usada e ao risco que o dependente corre, definido por uma avaliação antes de qualquer decisão. Não existe um formato único que sirva a todos, e escolher a internação antes de avaliar pode ser tão arriscado quanto adiar demais.

O instituto de pesquisa sobre drogas do governo dos Estados Unidos, nos seus princípios de tratamento baseados em evidência, registra que a maioria dos dependentes precisa de pelo menos 3 meses de tratamento para reduzir ou interromper o uso de forma significativa, e que a desintoxicação, sozinha, é apenas a primeira etapa. Para a família, a conclusão prática é que o tratamento se mede em meses, e que a alta depois de poucos dias de abstinência não encerra o cuidado.

A substância também muda o plano. A abstinência do álcool, por exemplo, pode exigir supervisão médica desde o primeiro dia, e o tratamento para alcoolismo com supervisão médica segue cuidados próprios, diferentes dos de quem usa cocaína ou crack.

No acompanhamento das famílias que chegam até nós, o erro mais frequente é medir o sucesso pelos primeiros dias sem usar. O que prevê a evolução é a adesão depois da fase aguda, quando a vontade de usar volta e a rotina ainda está sendo reconstruída.

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Tratamento da dependência química em São Paulo

Quais são os níveis de tratamento e quando cada um é indicado?

O tratamento para dependência química tem quatro níveis de cuidado, e a própria lei define a ordem entre eles. A Lei 11.343/2006, no artigo 23-A incluído pela Lei 13.840/2019, manda dar prioridade ao tratamento ambulatorial e prevê a internação de forma excepcional, apenas quando os recursos fora do hospital se mostrarem insuficientes.

Na Clínica Anjos da Vida, o tratamento da dependência química segue essa ordem legal: avaliação multidisciplinar primeiro, atendimento ambulatorial sempre que ele bastar e internação apenas quando a avaliação mostrar que o cuidado fora dela não protege mais o dependente. A tabela abaixo mostra o critério objetivo de entrada em cada nível.

Nível de cuidadoCritério objetivo de entradaBase legal ou regraQuem decide
Avaliação multidisciplinarTodo caso, antes de qualquer outro nível. Levanta a droga usada, o padrão de uso e o risco à saúde do dependente e de quem convive com eleLei 11.343/2006, art. 23-B (avaliação prévia e plano individual em até 30 dias)A família pede, a equipe conduz
Atendimento ambulatorial ou CAPS ADO dependente aceita se tratar, está clinicamente estável, tem uma casa minimamente segura e consegue comparecer às consultasLei 11.343/2006, art. 23-A (prioridade para o ambulatorial)O dependente, com a equipe
Internação em unidade de saúdeO ambulatorial se mostrou insuficiente, há risco à saúde física ou mental, a abstinência exige supervisão médica ou as recaídas se repetem apesar do acompanhamentoLei 10.216/2001, art. 4º; Lei 11.343/2006, art. 23-A, §§ 2º e 6ºMédico com registro no CRM do estado; na compulsória, o juiz
Comunidade terapêutica acolhedoraO dependente está estável, não tem condição grave que exija atenção médica contínua e aceita por escrito viver em ambiente de convivência como etapa de reinserçãoLei 11.343/2006, art. 26-A (adesão voluntária, avaliação médica prévia, proibição de isolamento)O próprio dependente, por escrito

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Quando o atendimento ambulatorial é suficiente?

O atendimento ambulatorial é suficiente quando o dependente aceita o tratamento, não corre risco clínico imediato e a casa oferece um mínimo de proteção. Nesse nível ele continua morando com a família, vai às consultas e às terapias e mantém parte da rotina, o que preserva vínculos de trabalho e de estudo.

Quando a internação passa a ser indicada?

A internação passa a ser indicada quando os recursos fora do hospital já não bastam, que é o critério da Lei 10.216/2001 no artigo 4º. Estes sinais costumam mostrar que o caso chegou a esse ponto:

  • O uso continua mesmo com o dependente em acompanhamento ambulatorial regular;
  • Há risco à vida, como overdose recente, convulsão na abstinência ou ideia de se machucar;
  • A família sofre ameaça, agressão ou violência dentro de casa;
  • O dependente não consegue mais comer, dormir ou se cuidar sem o uso;
  • Uma doença mental associada se agravou, como depressão grave ou surto psicótico.

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Qual é o papel da comunidade terapêutica?

A comunidade terapêutica é um lugar de convivência e recuperação, com rotina e apoio, e a lei a trata como etapa voluntária de reinserção, nunca como internação. O artigo 26-A da Lei 11.343/2006 exige adesão por escrito e avaliação médica prévia, e proíbe o isolamento físico. Antes de decidir, vale ler quem pode ir para a comunidade terapêutica e como é a rotina lá dentro.

Uma comparação ajuda muitas famílias: a internação funciona como o pronto atendimento de uma crise aguda, e a comunidade terapêutica como o período de reabilitação depois dela. Pular a primeira quando o dependente está em risco, ou forçar a segunda quando ele não aceita, costuma travar o tratamento.

Quais tipos de internação a lei prevê?

A lei prevê três tipos de internação para dependentes: a voluntária, quando o próprio dependente aceita; a involuntária, pedida pela família quando ele não aceita; e a compulsória, determinada pela Justiça. Os três aparecem na Lei 10.216/2001, artigo 6º, e as regras específicas para drogas estão na Lei 11.343/2006, com a redação da Lei 13.840/2019.

Em qualquer dos três, a lei é taxativa sobre o local: "A internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais", com equipe multidisciplinar e autorização de médico registrado no CRM do estado, segundo o artigo 23-A, § 2º, da Lei 11.343/2006.

Tipo de internaçãoQuem pode pedirO que a lei exigeComo termina
VoluntáriaO próprio dependenteDeclaração escrita de que optou pelo tratamento e autorização de médico com CRM (Lei 10.216/2001, arts. 7º e 8º)Por pedido escrito do paciente ou por decisão do médico
InvoluntáriaFamiliar ou responsável legal; na falta deles, servidor da saúde, da assistência social ou do Sisnad, nunca da segurança públicaDecisão formalizada por médico, avaliação da droga e do padrão de uso, outras alternativas da rede sem resultado e comunicação ao Ministério Público e à Defensoria em até 72 horas (Lei 11.343/2006, art. 23-A, §§ 3º, 5º e 7º)Pelo tempo necessário à desintoxicação, no máximo 90 dias, por decisão médica ou a pedido da família a qualquer momento
CompulsóriaO juiz competente, em processo judicialOrdem judicial, laudo médico circunstanciado e análise da segurança do estabelecimento (Lei 10.216/2001, arts. 6º e 9º)Nos termos da decisão judicial

Quando a avaliação indica internação, nossa equipe orienta a família sobre qual dos três tipos cabe no caso e o que reunir para cada um [a confirmar: enquadramento regulatório da clínica, ver Anvisa]. O passo a passo completo, com documentos e prazos, está na página sobre a internação de um dependente químico.

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A família pode levar o dependente à força para a clínica?

A família não deve levar o dependente à força para nenhum lugar de tratamento. A remoção à força feita por parentes ou por equipes de "resgate", sem avaliação médica prévia, não tem amparo na lei de internação, que exige a decisão formalizada por um médico antes de qualquer internação involuntária.

O mesmo artigo 23-A exclui os servidores da segurança pública da lista de quem pode pedir a internação involuntária. Na prática, a lei separa o cuidado em saúde da contenção policial, e a família fica protegida quando segue o caminho médico: avaliação, laudo, internação em unidade de saúde e comunicação ao Ministério Público.

Se houver risco imediato à vida, como overdose, convulsão, surto ou agressão, a família liga para o SAMU no 192 antes de qualquer outro contato. Diante de ideia de suicídio, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora. Passada a emergência, nossa equipe ajuda a planejar o tratamento.

Quando uma mãe nos procura dizendo "ele não aceita de jeito nenhum", o primeiro passo raramente é a internação. Muitas vezes é a conversa com a equipe, que orienta a família a abordar o dependente e, quando a lei permite, a pedir a avaliação médica que sustenta a internação involuntária.

Como funciona o tratamento na clínica?

O tratamento começa pelo contato da família e segue etapas definidas pela equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos e terapeutas trabalhando juntos no mesmo caso. Descrevemos o programa em torno de 6 meses, em 3 etapas de cerca de 2 meses [a confirmar: tempo e etapas do tratamento], ajustado ao que a avaliação mostrar.

  1. A família conta a situação à equipe, sem precisar ter todas as respostas;
  2. A equipe faz a avaliação gratuita, que levanta a droga, o padrão de uso e os riscos;
  3. A equipe indica o nível de cuidado e, se houver internação, o tipo previsto em lei;
  4. O dependente passa pela desintoxicação, com o corpo acompanhado enquanto ele para de usar;
  5. Começa o acompanhamento terapêutico, com terapias individuais e em grupo e atividades de bem-estar;
  6. A equipe prepara a alta com a família, planejando a volta para casa e a prevenção de recaídas.

A sede fica em São Paulo e recebe famílias de todo o Brasil, em atuação declarada desde 2007 [a confirmar: se 2007 é a fundação da clínica ou a idade do domínio]. As informações da avaliação e do plano de cada dependente são sigilosas, como exige o artigo 23-B, § 7º, da Lei 11.343/2006.

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O que tira a vontade de usar drogas?

A vontade de usar, chamada de fissura, diminui com o tratamento combinado de medicamento, quando existe um indicado para aquela droga, terapia e mudança de rotina. Não existe um remédio único que tire a vontade de qualquer droga, e nenhum deve ser usado sem prescrição e acompanhamento médico.

Para álcool, opioides e nicotina há medicamentos com eficácia comprovada. Para os estimulantes, como cocaína e crack, os mesmos princípios de tratamento registram que ainda não existem medicamentos específicos, e o cuidado se apoia nas terapias comportamentais. Por isso o tratamento para vício em crack e cocaína depende tanto da terapia e da rotina protegida.

No dia a dia, a fissura costuma aparecer ligada a lugares, pessoas, horários e emoções. Parte da terapia é o dependente aprender a reconhecer esses gatilhos e ter um plano pronto para cada um, e a família aprender a não reagir à recaída como se tudo estivesse perdido.

Existe tratamento gratuito pelo SUS em São Paulo?

Existe, e a porta de entrada é o CAPS AD, o centro de atenção psicossocial para álcool e outras drogas. Segundo a Prefeitura de São Paulo, em fevereiro de 2026, a capital tem 104 CAPS, dos quais 35 são CAPS AD, que acolhem sem agendamento e sem encaminhamento.

As unidades têm psiquiatra, clínico, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, farmacêutico e educador físico, e as de modalidade III oferecem vagas de acolhimento integral nos períodos mais agudos. Para a família, o CAPS AD é o caminho gratuito certo quando o caso cabe no nível ambulatorial da tabela acima, e vale procurar a unidade mais próxima antes que a crise se agrave.

Algumas famílias nos procuram depois de passar pelo CAPS AD, e a experiência não é perdida. O histórico do atendimento ajuda na avaliação e mostra se o nível ambulatorial já foi tentado, que é exatamente o que a lei pede antes de indicar a internação.

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Quanto custa o tratamento para dependência química?

O custo do tratamento depende do nível de cuidado indicado, do tempo de permanência e da forma de custeio, e por isso não publicamos um valor fixo. O primeiro passo é a avaliação gratuita, em que a equipe conhece o caso e explica à família o custeio antes de qualquer compromisso.

Atendemos por convênio Bradesco e particular; outros convênios estão [a confirmar]. Quando a família tem o plano, a cobertura depende do contrato e da indicação médica, e as regras da clínica de recuperação pelo plano Bradesco ajudam a conferir o que o seu contrato prevê.

Três fatores definem o custeio: se o caso pede internação ou cabe no atendimento ambulatorial, quanto tempo a equipe estima para cada etapa e se a família vai usar o convênio ou pagar de forma particular.

Como a família participa do tratamento?

A família participa do tratamento desde a avaliação até a alta, e a lei trata essa participação como parte do cuidado. O artigo 23-B da Lei 11.343/2006 determina que o plano individual de atendimento inclua a participação dos familiares, com atividades de apoio à família e formas de ela contribuir para o plano.

Fora da clínica, os grupos de ajuda mútua oferecem um lugar para a família cuidar de si, gratuitamente. Os mais procurados são estes:

  • Al-Anon, para familiares e amigos de pessoas que bebem;
  • Nar-Anon, para familiares e amigos de pessoas que usam drogas;
  • Amor-Exigente, programa de auto e mútua ajuda com reuniões semanais, presenciais e online.

O Amor-Exigente atua desde 1984 com familiares de dependentes químicos e mantém grupos específicos para cônjuges. Para a mãe ou o marido exausto, o grupo não substitui o tratamento do dependente, e ajuda a família a parar de reagir no automático à crise, o que também protege a recuperação dele.

Quando o dependente ainda resiste, a família pode se preparar antes da conversa, e as orientações sobre como convencer um dependente químico a aceitar ajuda mostram o que dizer e o que evitar.

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Como reconhecer um tratamento seguro e digno?

Um tratamento seguro e digno respeita os direitos que a lei garante ao dependente e presta contas à família. Antes de decidir, confira estes pontos em qualquer lugar de tratamento, inclusive no nosso:

  • Há avaliação médica antes de qualquer internação ou acolhimento;
  • A internação acontece em unidade de saúde, com médico registrado no CRM do estado;
  • A internação involuntária é comunicada ao Ministério Público em até 72 horas;
  • Não há isolamento físico, punição nem trabalho obrigatório como parte do tratamento;
  • A família recebe informações sobre a evolução e sabe como são as visitas;
  • Ninguém promete cura garantida nem taxa de sucesso sem fonte.

A Lei 10.216/2001, no artigo 2º, garante ao paciente o direito de ser tratado com humanidade e respeito, protegido contra qualquer forma de abuso, com sigilo e com livre acesso aos meios de comunicação. Um lugar que não aceita ser questionado sobre esses pontos já deu à família a resposta que ela precisava.

Perguntas frequentes sobre tratamento para dependência química

As dúvidas abaixo são as que as famílias mais trazem na primeira conversa com a nossa equipe, respondidas de forma direta para quem precisa decidir com calma.

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Dependência química tem cura?

A dependência química não tem cura definitiva, mas tem tratamento e controle, como outras doenças crônicas, a exemplo do diabetes e da hipertensão. Com acompanhamento contínuo, muitas pessoas interrompem o uso e reconstroem a vida. A recaída pode acontecer e faz parte do processo, pedindo ajuste do tratamento para seguir em frente.

Quanto tempo dura o tratamento para dependência química?

O tratamento para dependência química costuma durar meses, e os princípios de tratamento baseados em evidência indicam pelo menos 3 meses para resultados significativos. A internação involuntária tem limite legal de 90 dias para a desintoxicação. Na nossa clínica, o programa é descrito em cerca de 6 meses [a confirmar], ajustados à avaliação de cada caso.

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O dependente precisa aceitar para o tratamento funcionar?

O tratamento da dependência química não precisa começar voluntário para funcionar, segundo os princípios de tratamento baseados em evidência. A pressão da família, do trabalho ou da Justiça pode aumentar a entrada e a permanência no tratamento. Quando o dependente recusa e há risco, a lei prevê a internação involuntária, pedida pela família e decidida por médico.

Quem pode pedir a internação involuntária?

A internação involuntária pode ser pedida por um familiar ou pelo responsável legal. Na falta deles, a Lei 11.343/2006 permite o pedido de servidor da saúde, da assistência social ou do Sisnad, nunca da segurança pública. A decisão é sempre de um médico com CRM, e a internação é informada ao Ministério Público em até 72 horas.

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O plano de saúde cobre tratamento para dependência química?

O plano de saúde pode cobrir o tratamento para dependência química conforme o contrato e a indicação médica de cada caso. Nossa clínica atende pelo convênio Bradesco e também de forma particular, e outros convênios dependem de confirmação. A equipe confere a cobertura na avaliação gratuita, antes de a família assumir qualquer custo.

Vocês atendem famílias de fora de São Paulo?

A nossa clínica recebe famílias de todo o Brasil, com sede em São Paulo. O primeiro contato e a avaliação inicial podem ser feitos à distância, sem sair de casa, e a equipe orienta a família sobre a documentação e a chegada do dependente antes de qualquer deslocamento.

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